domingo, 13 de setembro de 2009

André Dusek


Fotógrafo do Estadão dá entrevista para estudantes de jornalismo

André Dusek fala sobre a profissão e mostra o seu arquivo de fotos


Por Jessyka Soares Ribeiro


O repórter fotográfico do Jornal O Estado de São Paulo André Dusek, foi ao Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) no último dia 31, contar a sua trajetória profissional e os bastidores da apuração aos alunos de jornalismo.

Na entrevista, Dusek fala sobre os “Coleguinhas”, uma série de fotos tiradas por ele que mostra os momentos descontraídos que os jornalistas vivem enquanto trabalham. “Procuro mostrar nessas fotos, coisas engraçadas, coisas do nosso trabalho”, diz ele.


Para André, não há um motivo concreto que o fez ter vontade de capturar as imagens dos bastidores da apuração e fazer disso uma série. Mas o trabalho do ex-fotógrafo das revistas Veja, Isto É e Realidade Luís Humberto, foi um dos incentivos. “Desde o começo eu já tinha essa preocupação de capturar os bastidores. Mas não tinha a pretensão de fazer alguma coisa. Não estava muito preocupado com isso, mas alguma ‘luzinha’ me dizia: ‘fotografa que vai ser legal. E o trabalho do Luis Humberto foi uma das coisas que me incentivou para fotografar os colegas’ ”.

A maioria dos episódios marcantes da esfera política como, por exemplo: a tentativa de abertura do “Diretas Já”, a morte do presidente Tancredo Neves, o governo dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello, o fim da ditadura militar e a redemocratização do país, foram registrados pelas lentes do fotógrafo que vê a imagem como um objeto complementar da notícia: “Eu sempre gostei muito de fotografia. Acho que a fotografia não é algo que meramente ilustra a matéria. A fotografia tem a sua linguagem própria, por isso, ela e a matéria se complementam”, afirma Dusek.

Fim do diploma

Entre os assuntos comentados na entrevista, o fim do diploma de jornalismo foi um deles. André Dusek acredita que para quem já está no mercado, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), quase nada mudou e destaca que: “Embora a prática do jornalismo você aprenda trabalhando, na faculdade você aprende conhecimentos gerais e bagagem cultural. Então, eu acho importante que todo mundo passe por uma faculdade, daí, a não exigência do diploma é um passo atrás para isso”.

Trajetória profissional

Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília em 1981, Dusek é fotógrafo profissional desde 1978 e já passou por vários veículos de comunicação como: Revista Manchete, Revista Fatos & Fotos, Jornal Correio Braziliense, Revista Isto É e desde 2006 é fotógrafo do Jornal O Estado de São Paulo.



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Uma vida : 40 segundos

video



Para vermos, a vida é mesmo curta.
É clichê dizer, sei disso.
Ela passa pela gente, apronta suas peripécias e se vai.
Se desmancha!
Como água no açúcar.
Só ficam as lembranças. Boas ou ruins, não importa.


Viver é bom.
Mas, como diria o nosso caro Roberto Carlos, "é preciso saber viver".


Saber viver é reconhecer o AMOR de Deus derramado na cruz.
É, também, acreditar que somente ELE poderia proporcionar um futuro tão certo.
Um futuro que vai além de qualquer especulação ou indubitabilidade.
Vai, ainda, além do que se pode imaginar ou adivinhar.

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2.9


Viver é como uma orquestra, sabe
Há momentos de êxtase, paz e nostalgia.
É preciso de alguém para conduzí-la.
Talvez uma espécie de regente, não sei.
Gostei desse derivado, vou usá-lo.

Há que se ressaltar que só quem experimenta sabe o quanto é bom ter Deus como regente.
É mais ou menos assim : descançar em pastos verdejantes; confiar e entregar tudo a Ele.
Talvez tenha sido um bom resumo, talvez.
Ah! A esperança é colocada nEle também.

Confie, pois. Muito além do que se precisa ou se pede, ELE faz.

Tudo coopera para o bem daqueles que amam a DEUS.” Romanos 8.28


Voltando ao início. Ou melhor, ao vídeo.
Aliás, voltando nada. Indo até ele.

Olha. Envelhecer, é o nosso amanhã, ok ?
Logo, não carece caras estranhas, nem tampouco, repúdio.
Todos nós vamos chegar lá.



Alors, bienvenue á demain!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quem poderia imaginar ?




Sempre tive dúvidas a cerca do significado do meu nome.

Dia desses; no carro; andando pela cidade com o namorado; tentando decidir os nomes dos futuros filhos - coisas de casais apaixonados, lembra? .

Entonces. Daí, ele me lembrou que é interessante saber o significado dos nomes.

Como uma (futura) jornalista, fui pesquisar. Encantei-me com os significados dos nomes das crianças e até descobri que a senhora Pierre tem um pé na Rússia.

Mas o maior feito ficou para o meu nome. A origem eu sempre soube: Hebraica. O significado eu escuto desde criança: “seu nome significa cheia de riqueza, meu bebê”. Mas, nem tudo o que é parece.

William Shakespeare. Um gênio. Um cânone da literatura estrangeira. Ok. Disso todos já sabem. Tava só enrolando o caro leitor, pois agora vem a parte chata do texto, peço-lhe paciência. Prometo ser breve.

Em 1594, ele escreveu uma comédia/ drama chamada O MERCADANTE DE VENEZA.

Pois bem. Daremos uma pausa aqui e voltaremos lá para as barbas de Abraão. Abraão ? Sim, meu caro. Pai de Isaque, marido de Sara. ( “De ti farei uma grande nação(...)”, Gênesis 12:2.) Ah, vai ! Todo mundo já ouviu essa frase ao menos uma vez.

Agora que já estão situados no tempo, posso dizer: Abraão tinha uma sobrinha chamada ISCAH. Pronto. Vamos voltar para Shakespeare.

Quando Shakespeare escreveu O MERCADANTE DE VENEZA, traduziu ISCAH para JESCA. Que com o passar dos anos tornou-se JESSICA.

Jéssica, por sinal, é um nome muito conhecido pelo mundo a fora. (Uma espécie de maria do estrangeiro.) Acredito que seja pelo fato do Shakespeare ser bastante admirado. Daí todos sabem como mãe é, né ? Registra o filho de EINSTEN acreditando que a prole vai ser igual. Pobres mães.

Ainda bem que isso AINDA não virou moda no Brasil. Já pensou?! Conheceríamos incontáveis CAPITUS!

Cheguei, então, à conclusão de que meu nome em hebraico é bíblico, e Jessyka (Ta, ta. O meu “y” e “k” pode colocar na conta do papai) é americano .

Quanto aos significados:

ISCAH: God’s behold = Observada por Deus

JESSICA: Woman of Wealthy = Mulher de Riquezas.


Foto : Jessyka Ribeiro

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Visita a uma reunião de Alcoólicos Anônimos


“(...) para lavar a roupa: omo; para viagem longa: jato; para difíceis contas: calculadora (...) ” [1], para alcoolismo: tratamento terapêutico.


Por Jessyka Ribeiro


Em uma reunião de Alcoólicos Anônimos relatos de vidas que se perderam na imensidão da doença. Porém, com muita dificuldade e força de vontade, estão conseguindo dar a volta por cima.

Para os visitantes, um pedido: “Quem você vê aqui, o que você ouve aqui, quando sair daqui, deixe que fique aqui.” As histórias que serão contadas foram todas ouvidas lá, mas em respeito à imagem das pessoas ali presentes, o anonimato da identidade será mantido, pois o que foi visto ou ouvido ali, foi deixado lá. Apenas as impressões foram trazidas. Falas sem nomes. Histórias aparentemente sem dono, mas todas com a marca irreversível que o vício deixou.

Em uma sala simples no fundo de uma Igreja Católica, a reunião começa pontualmente às 20h. O coordenador bate o sino. Todos se levantem; rezam; sentam. Ouve-se então uma voz: “Queria convidar à cabeceira de mesa o companheiro número 1 para compartilhar conosco o seu depoimento...”. Com o convite feito, não há espaço para negá-lo. Mas eles nem pensam nisso, passam a reunião ansiosos para irem à frente. É com notável prazer que contam suas vidas, pois sentem-se úteis ao contribuir para com a recuperação do próximo.

O companheiro número 1 é um senhor de idade. Ele levanta-se com certa dificuldade e se dirige à cabeceira de mesa, ou melhor, à frente da sala. Nos bolsos da calça, muitas moedas. Com as mãos lá dentro, ele as meche incontrolavelmente. É difícil ouvir sua voz. Mas ele faz questão de aconselhar os outros companheiros que o maior problema é o primeiro gole, portanto deve ser vivamente evitado. No fim ele afirma com um sorriso no rosto e semblante orgulhoso: “aqui é que a gente se cura“. Aplausos para ele.

Mais um convite é feito. Desta vez a convocada é uma mulher bastante jovem. Era casada e tem um filho. Para ela uma vitória: está há quatro anos sem beber. Seu vício começou quando ainda era menina, com 12 anos. Envolveu-se com bebidas fortes, “cerveja para mim era água”. Hoje, com a doença controlada, ela diz que foram os depoimentos de seus companheiros que a ajudaram melhorar. Com os olhos rasos d’água ela conta que perdeu tudo, e ainda não conseguiu recuperar, pois é preciso muito mais do que força de vontade, é necessário acreditar que o amanhã vai ser melhor do que hoje, mas “com fé em Deus eu vou conseguir”. Aplausos para ela.

Na sala havia seis pessoas. Cinco homens e uma mulher. Cada um com fatos diferentes fincados no mesmo caminho; o do álcool. Hoje é aparentemente fácil reconhecer que são doentes, mas só eles sabem o quanto tiveram de ferir o próprio ego a fim de admitir que eram impotentes perante ao álcool e acreditarem que a sanidade poderia voltar a reger suas vidas.

Às 21h uma pausa para o lanche. É momento de relaxar, fumar, conversar. Jamais beber. Depois de quinze minutos, todos voltam para sala. É hora de ouvir os outros companheiros. O próximo era um jovem; o seguinte um senhor e os outros dois eram homens de idade mediana. Diante de todos os relatos, muitos fatos em comum.

Tudo começou naquele primeiro gole com os amigos. Sem pretensões, sentaram no boteco. Estavam apenas se divertindo. Uma risada aqui outra acolá. Um gole hoje, outro amanhã. Os anos passaram e muitos amigos também. Mas aquela sensação do primeiro encontro é que eles queriam de novo. Logo, uma busca insaciável e renovável.

A cada dia, a esperança de encontrá-la dava espaço a um gole a mais. A dose de ontem não era mais o suficiente para hoje. “Só mais um, é o último”. Com as mãos trêmulas, a boca sedenta e os olhos turvos, o copo era divido entre boca, camisa e chão. No fim do gole, o desespero. Percebiam que precisavam de mais. Com a língua já enrolada eles pediam “mais um, por favor”.

A história contada acima se repete na vida de todos eles. Durante anos a fio, seus dias começaram e terminaram daquele jeito. A maioria já não se lembra do que aconteceu depois do desespero com o fundo do copo. Os que se recordam, relatam o desânimo que sentiram ao perceberem que haviam dormido na rua.

No fim da reunião relatos contados; vidas tocadas e, aos poucos, mudadas. Depoimentos que ajudam e fortalecem. Terapia que “é melhor do que qualquer remédio”, e que abre brechas para outro vício, “se eu parar de freqüentar essa reunião, eu volto pro botequim”. Aos que conseguiram vencer a bebida por mais um dia, uma frase como forma de gratidão: “Obrigado, mais 24 horas”. A reza; o sino; a voz: “A reunião está encerrada”.

Alcoolismo; uma doença que é progressiva, fatal e não tem cura. Tem como principal causa a irrefreável vontade de experimentar, acrescida da fantasia de que será uma única vez. Tudo isso meche com o íntimo da moléstia, e uma vez cutucada, ela aflora e dá origem à incontrolável paixão pelo álcool.

Assim como todo e qualquer vício, este também não escolhe classe ou sexo para maltratar. Na maioria das vezes, exibise-se como denúncia de um problema na atmosfera familiar. Com sutileza invade e destrói famílias, amizades, emprego, confiança, felicidade e, sobretudo, a dignidade da pessoa. Talvez esta seja a maior fatalidade proporcionada pela doença, pois tudo o que é conquistado ao longo de uma vida, pode ser devastado com uma pequena sequência de porres.

[1] Diariamente - Marisa Monte

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Matéria sobre o show do Roupa Nova


Roupa nova: vinte nove anos de música, dedicação, amizade e romantismo

Em clima do Dia dos Namorados, uma legião de quatro mil fãs prestigia a banda em Brasília


Por Jessyka Ribeiro


No último sábado, dia 13 de junho, foi a vez de Brasília receber a banda Roupa Nova. Em turnê pelo Brasil para o lançamento do novo CD, “Roupa Nova em Londres”, Paulinho, Serginho Herval, Nando, Kiko, Cléberson Horsth e Ricardo Feghali subiram no placo do “Marina Hall”, a fim de contemplar os seus fãs com muita música, alegria e conscientização ecológica.


Durante o show, muitos hits antigos que ainda fazem sucesso foram cantados pelo sexteto e acompanhados pela platéia, que de braços erguidos gritava incessantemente as letras de cada música. Canções como: “Dona”; “ Sapato Velho”; “Linda Demais”; “ Anjo”; “ Seguindo No Trem Azul”; “Amar É...”; “ Whisky a Go GO”; “ A Viagem”; “Coração Pirata”; “ Meu Universo É Você” e “Começo, Meio e Fim”, fizeram da noite um momento inesquecível e delirante. O inesquecível ficou por conta dos fãs, e os delírios, como de costume, foram causados pelo baterista Serginho. Além dos hits conhecidos, o Roupa Nova também cantou as músicas inéditas que compõem o novo CD.

Como sexta-feira, dia 12 de junho, foi Dia dos Namorados, muitos casais apaixonados resolveram deixar para comemorar a data no sábado, pois queriam aproveitar o clima romântico da banda e fazer a vontade da companheira. “Eu não gosto de Roupa Nova, não! Quem gosta é ela! Mas o que a gente não faz por uma mulher?!”, comenta o médico João Vieira.


Romantismo é sinônimo do sucesso


Para os fãs, a característica mais admirada é o romantismo, mas companheirismo e dedicação também são fortes aliados. “Romance não sai de moda, pode passar décadas e décadas e vai ficar. Por isso que eles fazem sucesso até hoje”, afirma a advogada Greice Teixeira. Já a servidora publica Juliana Miranda aprecia, além do romantismo, a dedicação da banda. “Uma jornada séria, com muito amor pelo trabalho. As letras são puras, sinceras e retratam a vida de muitas pessoas, de muitas situações”, enquanto a professora Adriana Pereira, aposta na amizade como sustento do sucesso. “O companheirismo é o forte deles, se não fosse isso eles não estariam mais nas paradas de sucesso”.


Além das melodias cantadas na apresentação, uma iniciativa de alerta e cuidado.
No meio do show, imagens do Planeta Terra sendo destruído pelos homens foram projetadas no telão. As luzes do palco foram apagadas e cada integrante segurou uma lanterna na direção da platéia. Nando, o baixista, falou palavras de incentivo em relação a pequenos cuidados que devemos ter para com a Terra. O publico também foi conscientizado sobre poluição, desmatamento e seleta coletiva do lixo. “Se liga nessa”, aconselhou Nando.


Um pouco sobre a trajetória

No ano que vem o Roupa Nova vai completar 30 anos de carreira. Nessa caminhada, não houve nenhuma mudança na formação e, mesmo depois de tanto tempo, continuam gravando CD’s, fazendo shows e, sobretudo, sendo alvo de um grande número de fãs. Paulinho, o vocalista principal, afirma que o motivo de tudo isso foram os objetivos pré-estabelecidos desde o início da formação do grupo. “Uma das coisas mais importantes é a cabeça de banda que todos nós temos. Não tem cabeça do tipo ‘estou na banda, mas agora que fiz sucesso, vou sair para fazer solo’. Então, eu acho que essa cabeça de banda é importante, eu acho que ter isto em mente desde o princípio é importante. Tem de ser o querer criar uma carreira, não um ‘bum’, um estouro, uma música, um sucesso e sim, uma carreira”, confessa ele.

Nesses 29 anos de carreira, a banda lançou 22 CD’s e 3 DVD’s. Contudo, foram contemplados com sete discos de ouro, dez de platina e um de diamante. Diante deste grande feito, Paulinho declara que o segredo é a autenticidade e a identidade do grupo, pois segundo ele o caminho é “não seguir modismo, porque modismo tanto te joga para cima, como te joga para baixo. É assim que a moda passa”.

Como toda banda, o Roupa Nova também esteve sujeito às dificuldades decorrentes do início de carreira. Mas Paulinho admiti que com o grupo foi diferente, pois eles tiveram a eventualidade de entrar no mercado da música cantando grandes sucessos. “Nós tivemos a sorte de lançar músicas que eram sucesso. Isso ajudou muito, porque as músicas foram bem escolhidas. Logo, a primeira foi um estouro e virou hino de verão no Brasil inteiro, a “Canção de Verão”. Isso tudo ajudou muito a coisa fluir mais tranqüilo. Diminuiu um pouco as dificuldades”, revela ele.


Para o vocalista, o CD mais importante da carreira é o “Quinto”, lançado em 1985, por conter os hits mais famosos do grupo. O show inesquecível foi no Arpoador, Rio de Janeiro, na década de 80, onde eles reuniram mais de 100 mil pessoas. Segundo ele, manter uma relação de amizade e carinho para com os fãs só reflete coisas boas, pois os sentimentos tornam-se mútuos. “Conquistar um público assim como, graças a Deus, nós conseguimos conquistar, é uma coisa que não é muito fácil. Então, quando você consegue você tem que cativar esse público. É como uma planta, você tem que estar sempre regando ela com carinho, dando coisa boa, dando atenção. Em contrapartida, o publico dá alguma coisa de volta. Então eu acho que a troca tem de ser sincera, tem de ser honesta, tem de ser uma troca de coração, para que volte coisa boa também”, ele declara.

“Roupa Nova em Londres” é o nome do último CD da banda. Gravado no mesmo estúdio usado pelos “Beatles”, o famoso Abbey Road em Londres, o álbum foi lançado no mês passado. Com 16 faixas, sendo todas elas inéditas, o disco conta com a participação especial do conjunto inglês Ben’s Brother, na música “Reascender (Shine)” que é o mais novo hit de trabalho da banda. Há também a regravação da música “She’s Leaving Home”, dos exs “Beatles” John Lennon – falecido- e Paul McCartney.


Fim do show: satisfação e desejo

O show terminou com “ Whisky a Go Go”, o hit mais animado do grupo. A platéia se animou com o novo arranjo musical e balançou o esqueleto. Os fãs se despediram do Roupa Nova com a certeza de que valeu a pena. “Muito melhor do que ir para restaurante e gastar o salário todo. Paguei pouco e estou feliz!”, conta o programador William Augusto que preferiu comemorar o Dia dos Namorados no show. A festa acabou, e o médico João Vieira fez questão de deixar seu pedido “Voltem mais vezes e cantem mais músicas bregas, porque a gente adora!”.

domingo, 14 de junho de 2009

Roupa Nova


Como ontem à noite entrevistei o Paulinho do Roupa Nova, resolvi escrever o longo caminho que percorri até ele. Que seja um incentivo a todos para não desistirem e IREM em busca de seus objetivos.

* Nomes fictícios em respeito a imagem das pessoas.



Conheci o Roupa Nova com uma grande amiga. Foi em uma tarde de sábado, sentada no sofá assistindo ao DVD RoupAcústico, com os olhos brilhando e pensando “ NOSSA, eles são demaaais”. Cheguei em casa e baixei todas as músicas. Durante meses fiquei com aquela febre. Roupa Nova no chuveiro, no banheiro, na cama, na cozinha, no sono... Com o tempo fui escutando menos- normal. Mas hoje em dia continua sendo a minha banda mais especial! Afinal, foi a primeira.

Desde que passei a gostar do RN, eles fizeram dois shows em minha cidade. No primeiro não pude ir por conta da idade e no segundo não arranjei companhia – ir à show romântico sozinha é deprimente!!, e fiquei tão indignada com isso, que prometi a mim mesma que na próxima vez não tinha que me impedisse.

Então, durante um ano e meio entrei no site do RN uma vez por semana para olhar a agenda deles. No meio de maio deste ano descobri que eles estariam aqui em junho. Meus olhos brilhaaaaram e logo mandei um email para o local do show, pois queria saber os horários, preço e pontos de venda. No dia seguinte, a resposta veio com o numero do celular do produtor do show ,e com a explicação: "ele é quem pode te informar melhor". Eu pensei: “ Nossa, a pessoa me passa o telefone do produtor sem nem me conhecer?! Que estranho”. Bom, eu resolvi guardar o email BEM guardado, pois para uma (futura) jornalista, contatos nunca serão um exagero! Rsrs

Uma semana depois de ter recebido este email, minha professora dividiu a turma em editorias: Cidades, Economia, Política, Cultura e Comportamento. Eu, na época, estava tão a fim de desafios que certamente teria escolhido Economia. Mas como estava ausente na sala, acabei em Cultura. E logo pensei: “Meeeeeu, o quê que eu vou cobrir ?!” E fiquei com essa pergunta na cabeça e tal. Daí, alguns dias depois, não me lembro o motivo, resolvi acessar um site de pesquisa e procurar sobre o RN. Vale lembrar que apesar de gostar de várias bandas eu não tenho o hábito de ficar pesquisando sobre a vida pessoal ou artística deles. É falta de interesse mesmo, eu não tenho muito paciência para isso, sabe. Então, eu VERGONHOSAMENTE, não sabia quando o RN tinha se formado. Daí, quando bati os olhos nos “1980” escrito no site, não acreditei. Duvidei fortemente e procurei em outros sites. A informação era sempre a mesma. Pensei: “ 30 anos de carreira e nenhuma mudança na formação ? E MAIS, ainda fazem sucesso e SHOWS?!” Pronto, o tema da minha matéria estava escolhido.

Na semana seguinte tínhamos de levar a pauta para a sala de aula. E conversando com a professora sobre a minha proposta de matéria, comentei que tinha o número do celular do produtor. Ela me deu umas dicas de como falar com ele e me incentivou MUITO a ligar. Eu, IMPULSIVA toda vida, liguei na mesma hora. Ninguém atendeu. Liguei cinco minutos depois e ele atendeu.

( 29 de maio)

Eu: Alô é o Joaquim *?

Ele: É sim. Quem ta falando?

Eu: Oi Joaquim! Meu nome é Jessyka, sou estudante de jornalismo do XXX, e estou fazendo uma matéria sobre os 30 anos de carreira do Roupa Nova. Como eles vão estar na minha cidade no dia XX, gostaria de saber se existe a possibilidade de entrevistá-los ou até mesmo de te entrevistar.

Ele: Olha , Jessyka. Eu vou te passar o email do José*, daí você explica tudo isso para ele, pois eu sou apensar o produtor do show. O Jose é um dos produtores do RN. Então anota aí: José@email.com.br

Eu: Muuuuito obrigada, Joaquim! Vou mandar o email para ele AGORA! E vem cá, só mais uma pergunta. Você acha que eu tenho chances de conseguir?

Ele: Claro , claro! Eles são bem acessíveis!!!

Eu: Tudo bem, então! Muito obrigada, mais uma vez.

Com um sorriso dando a volta na cabeça, escrevi o email explicando tudo direitinho e deixando bem claro que estava sujeita a qualquer tipo de burocracia.

( 08 de maio)

Passou um, dois, três, quatro, DEZ dias e NADA. Eu estava com vergonha de ligar novamente para o produtor. Daí, conversando com outra professora a respeito desta situação, ela me encorajou a entrar em contato de novo. Me deu a incrível dica de procurar no site deles algum contato. E foi o que fiz. Mas no site o telefone era outro, os emails e o nome também. Mandei a cópia daquele email e tentei ligar. Ninguém atendeu. Passei a tarde ligando e nada. No dia seguinte tentei de novo.

(09 de maio)

Eu: Alcebíades* ?

Ele: Sim?

Eu: Tudo bem, Alcebíades*? Meu nome é Jessyka e eu sou estudante de jornalismo e estou fazendo uma matéria sobre os 30 anos de carreira do Roupa Nova. Gostaria de marcar uma entrevista com eles, existe a possibilidade?

Ele: Olha Jessyka, você tem de ver isso com o Junior* Vou te passar o telefone dele. 3333-7777.

Eu: Muito obrigada, Alcebíades*.

Desliguei o telefone e liguei para o Junior*.

Eu: Alô, é o Junior*?!

Ele: Ele mesmo!

Eu : Oi Junior, tudo bem ?

Ele: Tudo!

Eu: Junior, meu nome é Jessyka e eu sou estudante de jornalismo e estou fazendo uma matéria sobre os 30 anos de carreira do Roupa Nova. E no sábado, eles vão estar aqui, né. Daí, eu gostaria de saber se existe a possibilidade de marcar uma entrevista com eles.

Ele: Olha Jessyka. O responsável por isso é a Amanda* que é a assessora. Anota o número dela.: 8888-666

Eu: Ah, ta bom! Muito obrigada.

Ele: Falooooooooou.


Desliguei e liguei para a Amanda*.


Eu: OOOOI Amanda*!

Ela: OOI!

EU: Amanda, eu sou estudante de jornalismo e to querendo fazer uma entrevista com o Roupa Nova. Como que eu faço?

Ela: Olha me liga daqui a pouco porque eu to sem o número do Manoel* , pois ele é quem é o responsável por isto.

Eu: Tudo bem, daqui a pouco eu te ligo.


35 minutos depois eu liguei.


Eu: Oi Amanda, você pode me passar o numero ?!

Ela: Anota aí, 4444-7777

Eu: Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada :D


Liguei na mesma hora.


Eu: Alô o Manoel*, por favor!

A secretária: Quem gostaria?

Eu: A Jessyka (kkk)

Ela: Quem é você?

Daí, eu pensei “Seu falar que sou estudante e lálá, ela NUNCA vai passar a ligação para ele, então falei:

Eu: Eu quero marcar uma entrevista com o Roupa Nova.

Ela: É televisão, imprensa ou rádio?

Eu: ImpreSSA.

Ela: Olha eu vou te falar logo. Eles não dão entrevista. Eles chegam na cidade, fazem o show e vão embora.

Eu pensei: “É, aposto que é bem assim que acontece! Uma banda com 30 anos de sucesso tem de ter no MININO simpatia para com os fãs, né! E, certamente, todas as entrevistas com o RN já publicadas foram apuradas telepaticamente. APOSTO.” Respirei profundamente e falei.

- Moça, eu quero falar com o Manoel*.

Ela: Olha ele ta almoçando liga daqui a meia hora, pode ser?

Eu: Com certeza. Muito brigada!

Ela: Por nada. Desculpa qualquer coisa!


41 minutos depois eu liguei. A secretária atendeu.


Eu: Oi, é a Jessyka eu te liguei ainda pouco...

Ela me interrompeu e falou: Jessyka?

Eu : É! Eu queria falar com o Manoel*, lembra?

Ela: AH! É a repórter!!!

Eu, morrendo de vontade de soltar uma risadinha, falei: ISSO! (KK)

Ela: Vou transferir a ligação!

Tãnãnãnã TãnAÑAÃ! Ele atendeu.

Ele: Alô?

Eu : OOOOI Manoel! Tudo bem ?

Ele: Sim, tudo !

Eu : Manoel, eu sou estudante de jornalismo e estou fazendo uma matéria sobre os 30 anos do RB. Ah! Meu nome é Jessyka( rsrs). Então, eu entrei em contato com você há mais de uma semana e até hoje não obtive retorno. Então resolvi te ligar, pois gostaria de saber se existe a possibilidade de entrevista-los.

Ele: Olha Jessyka, isso você tem de ver com o Junior*.

Eu: Manoel, eu já liguei para ele e ele me disse que a responsável era a Amanda*. Liguei para a Amanda* e ela me disse que era com você.

Ele : Amanda*? Eu não a conheço.

Eu: Pois, é. Mas parece que ela te conhece!

Ele: Olha o lance é o seguinte! O Junior vai passar aqui no escritório daqui a pouco, daí eu vou trocar uma idéia com ele e te retorno. Inclusive foi você quem mandou um email pra gente, né ?

Eu: Isso mesmo! Sou eu sim!

Ele: Então é isso. Eu vou bater um papo com ele e te retorno.

Eu: Muito obrigada, Manoel. Aguardarei o retorno.


Desliguei o telefone.


Passou um dia, dois... Eu já estava sem esperanças, pois o show estava chegando e eu tava percebendo que eles NUNCA iriam me retornar.

Daí, na madrugada do segundo dia eu recebi um email com o número do Junior*, dizendo para eu ligar para ele para tentar marcar algo com um dos integrantes. Meu olhos quase saltaram! Li reli, li reli, li reli, e li denovo!!! Era verdade. Liguei na mesma hora. Caixa de mensagem. Fiquei tentando de dois em dois minutos. NADA. Até que depois de algum tempo, tentei de novo e consegui.

(12 de junho)

Eu: Alô é o Junior ?

Ele : é sim !

Eu: Junior, é a Jessyka, Tudo bem ? Você mandou um email com o seu telefone, lembra ? Eu to querendo entrevistar o RN.

Ele : Jessyka, a gente ta chegando agora. Me liga mais tarde?

Eu: Poooode deixar!

À noite eu liguei.

Eu : Oi Junior*, é a Jessyka de novo .

Ele me remendou com vozinha sarcástica: Oi Junior*, é a Jessyka de novo.

Eu dei uma risadinha e falei: Então, a gente pode marcar a entrevista quando ?

Ele : Pois é, eu tava lendo seu emial agora, Jessyka. O que você ta querendo realmente?

Eu: Eu queria entrevistar o grupo a fim de apurar informações para uma matéria sobre os 30 anos da banda.

Ele : E um dos integrantes, serve ?

Eu CLAAAAARO!

Ele: Faz o seguinte, amanha eu te ligo pra gente combinar, pois, ele vão sair às XX para a passagem de som daí você pega um deles e conversa.

Eu: Pode ser, então. Eles estão em qual hotel?

Ele: No XX. Você mora perto?

Eu: Moro!

Ele: Aonde você estuda? Você está em qual semestre?

Eu: Estudo no XXX , estou no 3º.

Ele: AAAH, você é novinha, então!

Eu dei risadinha e falei, Junior pode deixar que eu te ligo amanhã. (No conto do vigário não se cai mais de uma vez !)

Ele: Ah, blz, então!

No dia seguinte... Liguei.


( 13 de junho)

Eu: Oi Junior, é a Jessyka! E aí, que horas a gente marca?

Ele: Olha a gente acabou de chegar, eles tão almoçando e... faz assim. Mais tarde o fã clube vai vir aqui pra fazer uma festinha pra eles. Daí eu te ligo antes da gente ir passar o som, blz?

Eu, sem pensar, falei: BLZ!

Passou uma, duas, TRÊS horas e nenhum retorno. Liguei de novo.

Eu: Oi Junior é a Jessyka. Queria saber se eu já posso ir pro hotel . (kkk, abusada nenhum pouco!)

Ele: Jessyka, a gente ta indo passar o som agora. Você mora perto da onde vai ser o show?

Eu: MOOOOOOORO

Ele: Hummmmm. Não, faz o seguinte. Vai pro hotel, vai pro hotel. Quando a gente chegar da passagem do som, eu pego o Paulinho e você bate um papo com ele.

Eu: TA BOM! Eu to indo pra lá.

Meu namorado passou na minha casa e me levou.

Chegamos la, esperamos uma hora e meia. A van deles, FINALMENTE parou em frente ao hotel. Meu coração pulou. Le vantei da cadeira.

Entraram nessa seqüência : Serginho, Nando, Kiko, Faghali e o Cleberson. Estavam todos com cara de exaustos. Eu nem consegui dar um sorrisinho para eles de tão nervosa. E de tanta vergonha nem pedi foto, nem nada. Só olhei. Todos eles entraram e me olharam, mas devem ter pensado que eu não os reconheci, rsrsrs.

Como eu não percebi que o Cleberson era o Cleberson, rsrsrs. Eu o parei e perguntei: Você é o Junior*?! Ele disse que não com um sorriso no rosto e apontou para o Junior* dizendo que era ele. Eu olhei na direção e percebi que o Junior* estava conversando com alguém. Então recuei. Daí, de repente ouvi alguém gritando meu nome. Quando olhei era o Junior* dizendo : Jeeessyka, aqui o Paulinho !! Eu cheguei perto da van. O Paulinho desceu. Eu fiquei só olhando, pois ele estava conversando como Junior*. Entramos no hotel.

O Junior* disse: - Paulinho ela quer bater um papo com você! Fala com ela aí.

O Paulinho olhou pra mim e sorriu. O Junior disse: Jessyka você tem tamanho pra isso ?! Eu dei uma risada e disse: Claro que sim ! Peguei meu caderninho e o gravador. O Paulinho sentou na cadeira e o Junior* falou : Paulinho, olha só a letrinha dela, do tamanho dela. O Paulinho levantou, olhou e disse: Hahaha, num é, cara ! Eu, meio sem graça, olhei para o Paulinho e ele disse: Mete baaala! Comecei a entrevista.

Ele, em todos os momentos, foi um doce de pessoa! E o que me deixou mais feliz: ele não dechavou NENHUMA pergunta ! Respondeu a todas com muito carinho. Quando terminei a entrevista, falei :


- Paulinho, eu também sou sua fã :D

Ele: Ah! Obrigada !

Eu: Então você vai ter que tirar uma foto comigo!

Ele: Claaaro! Vamo nessa !

Me despedi dele e fui para casa um sorriso gigante e me sentido a repórter do momento. Mais tarde, fui curtir o show deles com o meu amorzinho. J



Portanto gente, correr atrás é um risco, mas vale a pena!!!!!!

Resenha da história social do jazz


As facetas do jazz



De todas as artes a música é indubitavelmente a mais bela. Seja ela de dias ensolarados ou de noites estreladas; da infância serelepe, da novela preferida ou do momento especial; da saudade sempre presente, dos sonhos, das esperanças, dos sorrisos ou dos abraços; do pranto ou da dança; da surpresa ou do abandono; não importa, pois ela é sempre da vida. E por pertencer e dar canção a nossa história torna-se ainda mais formosa.

Além de bela é contagiante. Basta um trecho para nos envolver. Cada nota, cada ritmo ou cada instrumento é capaz de nos hipnotizar a ponto de corpo e mente estarem totalmente entregues ao prazer que o agradável nos traz. Diante de tal reação, ouvir musica é, muitas vezes, a única maneira de sonhar sem sair do lugar. Logo, pouco importa o gênero, pois com harmonia e poesia a música se faz e atende a todos os gostos.

Sobre essa atmosfera harmônica, muitos estilos musicais sugiram - e ainda surgem- ao longo dos anos. Um deles foi o Jazz, uma mistura de improviso e paixão que se manifestou nos guetos norte-americanos no início do século XX. Na época, comunidades negras que habitavam a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, fizeram do jazz um verdadeiro destaque musical, unindo influências afro-americanas, criatividade e afinidade pela música.

A origem do termo “jazz” é incerta. E a incerteza é uma forte característica deste novo jeito de se fazer música. Amante do improviso, os músicos nunca sabiam ao certo o que iriam tocar. A única certeza eram o scat (chamada e resposta) e a polirritmia (vários ritmos). E por meio desta particularidade o jazz ganhou admiração e credibilidade.

O universo jazzístico passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX, e para cada mudança foi concedido um nome. O primeiro foi o swing. Bastante clássico e ritmado. Sua ascensão foi no período entre a grande depressão econômica dos anos 20 e os últimos anos da Segunda Guerra Mundial, meados da década de 40. Nessa fase, o improviso e a espontaneidade eram o sustento das canções. Mas, como as músicas se tornaram muito populares, as bandas começaram a usar mais instrumentos de sopro, então, as partituras musicais passaram a ser utilizadas para a própria organização e coerência da música.

Com o passar dos anos, os arranjos e improvisos do swing tornaram-se previsíveis, e entraram para o mundo dos clichês. Como os músicos queriam desenvolver suas próprias performances e, sobretudo, ganhar espaço no mercado, eles se reuniram a fim de dar início ao bebop, onde ousadia era o lema. Notas mais extensas e acordes mais avançados eram características marcantes deste período. Uma curiosidade do bebop que, consequentemente, o diferencia do swing é a forma de tocar piano. Enquanto no swing o piano era mais usado como forma de batida e marcação, no bebop os toques eram velozes e similares aos do trompete.

Naturalmente o bebop evoluiu e surgiu, então, o cool jaz que foi considerado uma reação conservadora do bebop, onde a platéia devota do ritmo mais dançante pôde ser contemplada novamente, já que o bebop trazia sons mais relaxantes e melódicos. Logo após, nos anos 60, foi a vez do jeito frenético de se tocar. Rompendo barreiras surgidas no cool jazz, o free jazz chegou com o intuito de radicalizar as idéias cada vez mais intragáveis que limitavam a criatividade e espontaneidade dos músicos. Eles afirmavam que não havia um jeito certo de se tocar jazz. O jazz era simplesmente a mistura de paixão e improviso, nada mais.

Em seguida, já nos anos 80, veio o jazz fusion. Devido ao enfraquecimento do jazz por conta da disputa entre os que defendiam o improviso e a liberdade a todo custo e os que desejavam melodias mais simples, os músicos passaram a se interessar pelo rock. A guitarra e o baixo acústico tiveram bastante destaque nesta fase. Os solos ganharam espaço com batidas fortes, sons altos e intensos. Alguns anos depois, na década de 90, os artistas perceberam que o jazz não poderia mais ser free no sentido de se fazer música do jeito que bem desejava. Cada um, portanto, passou a tocar swing, bebop, ou cool jazz, por exemplo, sem ser considerado um músico adepto das tendências antigas, pois nesta fase não havia mais preconceito entre novo e velho. Muitos passaram a considerar que o jazz havia alcançado o seu limite, ou seja, que não iria mais evoluir. Diante disso, os músicos jovens passaram a criar seus próprios estilos a fim de ampliar os horizontes. Para ter sucesso, não era mais necessário seguir a tendência do momento, pois a tendência era criar a sua própria. Logo, a última fase, por ter recebido diversas influências, ficou conhecida como pós fusion, e está em voga até os dias atuais.

Assim como em todas as artes, o jazz também desfruta dos seus cânones, ou seja, aqueles que se destacaram e brilharam no mundo jazzístico e até hoje, mesmo após a morte, continuam sendo admirados. Ei-los: Benny Goodman, Duke Ellington, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Dexter Gordon, Cecil Taylor, Ornette Coleman, Tony Williams, Kenny G, Lan Carr, Don Pullen, Milles Davis, Paul Desmond, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong e, finalmente, a atual Amy Winehouse, uma inglesa que passou a fazer sucesso em 2003 e desde então tem tido grande realce no mundo do jazz. Porém, assim como a grande maioria das pessoas que deixam o anonimato, Amy se envolveu com drogas pesadas e, consequentemente, sua carreira artística e, obviamente, sua vida estão fortemente prejudicadas.

O jazz é certamente um estilo musical que merece ser apreciado. Quando não nos fazem ter vontade dançar, nos relaxam. Seus instrumentos de sopro e corda, juntamente com o piano são facilmente capazes de nos encher de emoções e completar todo e qualquer ambiente de forma singular. É o que acontece quando nos deparamos com o agradável. Portanto fica o sincero conselho bem piegas: o aprecie sem moderação.